sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

DIÁRIO DE UMA LOIRA NA AUTO ESCOLA

_____________________________
5 de Janeiro
Passei no exame de direção!
Posso agora dirigir o meu próprio carro, sem ter que ouvir as
recomendações dos instrutores, sempre dizendo : 'por aí é sentido
proibido!', 'vamos sair da contramão!', 'olha a velhinha!', 'freia!
freia!', e outras coisas do gênero.
Nem sei como aguentei estes últimos dois anos e meio...
_____________________________

8 de Janeiro
A Autoescola fez uma festa de despedida para mim! Fiquei muito emocionada! Os instrutores nem sequer deram aulas! Um deles disse que ia à missa... Juro que vi outro com lágrimas nos olhos e todos disseram que iam embebedar-se, para comemorar. Achei simpática a despedida, mas penso que a minha carteira não merecia tal exagero. Eles foram muito generosos! Umas
gracinhas mesmo!
_____________________________

12 de Janeiro
Comprei meu carro e, infelizmente, tive que deixá-lo na concessionária para substituir o para-choque traseiro pois, quando tentei sair, engatei marcha a ré ao invés da primeira. Deve ser falta de prática!
Também... há uma semana que não dirijo...
_____________________________

14 Janeiro
Já tenho o carro. Fiquei tão feliz ao sair da concessionária, que resolvi dar um passeio. Parece que muitos outros tiveram a mesma ideia, pois fui seguida por inúmeros automóveis, todos buzinando como num casamento. Para não parecer
antipática, entrei na brincadeira e reduzi a velocidade de 10 para 5 km por hora. Os outros gostaram e buzinaram ainda mais. Foi muito legal...
_______________________________

22 Janeiro
Os meus vizinhos são impecáveis. Colocaram posters avisando em grandes letras 'ATENÇÃO ÀS MANOBRAS' e marcaram, com tinta branca fluorescente, um lugar bem espaçoso para eu estacionar e, para minha segurança e conforto , proibiram os filhos de saírem à rua enquanto durassem as manobras. Penso que é tudo para não me perturbarem. Ainda há gente boa neste mundo...
_______________________________

10 de Fevereiro
Os outros motoristas tem hábitos estranhos....
Além de acenarem muito, estão sempre gritando.
Não escuto nada, por estar com os vidros fechados, mas parece que querem dar informações. Digo isto porque julgo ter percebido, através de leitura labial, um deles dizendo: 'Vai para casa '. Não sei como ele adivinhou para onde eu ia! Acho isso espantoso. De qualquer modo, quando eu descobrir onde fica o botão que desce os vidros, vou tirar muitas dúvidas.
________________________________

19 de Fevereiro
A Cidade é muito mal iluminada. Fiz hoje meu primeiro passeio noturno e tive de andar sempre com o farol alto aceso, para ver direito. Todos os motoristas com quem cruzei pareciam concordar comigo, pois também ligaram o farol alto e alguns chegaram mesmo a acender outros faróis que tinham.
Só não entendi a razão das buzinadas. Talvez para espantar algum bicho. Sei lá.
________________________________

26 de Fevereiro
Hoje me envolveram num acidente. Entrei numa rotatória e como tinha muito carro (não quero exagerar mas deviam ser, no mínimo, uns quatro !), não consegui sair. Fui dando voltas bem juntinho ao centro, à espera de uma oportunidade, de tal forma que acabei por ficar tonta e bati no monumento no centro da rotatória. Acho que deviam limitar a circulação nas rotatórias a um carro de cada vez.
________________________________

3 de Março
Estou em maré de azar. Fui buscar o carro na oficina e, logo na saída, troquei os pés, acelerando fundo em vez de frear. Bati num carro que ia passando, amassando todo o lado direito. O motorista , por coincidência, era o inspetor que me aprovou no exame de direção. Um bom homem, sem dúvida. Insisti em dizer que a culpa era minha, mas ele educadamente, não parava de repetir para si mesmo: 'É tudo minha culpa! É tudo minha culpa! Que Deus me perdoe!'

sábado, 26 de novembro de 2011

DESABAFO

DESABAFO
Na fila do supermercado, o caixa diz uma senhora idosa:
- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.
A senhora pediu desculpas e disse:
- Não havia essa onda verde no meu tempo.
O empregado respondeu:
- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente.
- Você está certo - responde a velha senhora
- nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
- Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.
Mas você está certo.
- Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade.
- não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado.
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.
Mas você tem razão.
- não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?
(Agora que voce já leu o desabafo, envie para os seus amigos que têm mais ou menos uns 50 anos de idade...)
--







Antes de imprimir pense em sua responsabilidade
e compromisso com o
MEIO AMBIENTE!

domingo, 20 de novembro de 2011

FURTO DO CARTÃO NO CAIXA jÁPIDO - 2 segundos

Atenção ... sempre
FURTO DO CARTÃO NO CAIXA RÁPIDO - em 2 segundos
Muito bem tramado. Assista várias vezes para entender como funciona.
Precavenha-se ... observe que são tres os participantes do crime.
--

A sabedoria do velhinho !!!

A sabedoria do velhinho !!!
O Rapaz entra numa farmácia e diz ao farmacêutico:
- Quero a melhor vaselina que o senhor tiver, porque hoje eu vou
comer um cúzinho que é um espetáculo !
O farmacêutico buscou um produto e entregou ao rapaz.
- Quanto custa ?
- São R$3,20.
O rapaz disse:
- O senhor não entendeu. Hoje eu vou comer um cúzinho que é
o melhor da cidade, é uma maravilha e eu não posso usar uma
vaselina qualquer. Quero o que existir de melhor !
O farmacêutico pegou KY, explicou que era produto importado,
de altíssima qualidade e entregou ao rapaz.
- Quanto custa ?
- São R$ 50,00.
O rapaz, novamente, reclamou:
- O senhor continua sem entender. Hoje eu vou comer um cúzinho
que é inacreditável, é uma coisa do outro mundo, não tem como
explicar e eu não posso usar um produto qualquer. Repito: quero
o que existir de melhor !
O farmacêutico então foi até aos fundos da farmácia, abriu um
pesado cofre e voltou com um frasquinho minúsculo nas mãos:
- Este gel lubrificante está sendo desenvolvido por uma grande
empresa farmacêutica. É um produto experimental, sensitivo,
antialérgico, anestésico e este frasquinho, de apenas 20 ml
custa R$ 500,00.
- Isto ! Agora sim ! O senhor entendeu o tipo de produto que
eu preciso, pois hoje vou comer um cúzinho que é simplesmente
perfeito !
O rapaz pagou, pegou o pacotinho e saiu.
Um velhinho, que estava quieto na ponta do balcão e assistiu toda
a cena, comentou, ironicamente com o farmacêutico:
- Vai comer cúzinho porra nenhuma ! Vão é comer o cú dele !
- Como é que o senhor pode afirmar isso ?
- Você já viu alguém se preocupar com o CÚ dos outros ?