sexta-feira, 27 de abril de 2012

O "QUINTO DOS INFERNOS":

 Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu
 colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse
 produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da
 produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto".
 Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro.

 O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam a
 ele, diziam ... "O Quinto dos Infernos". E isso virou sinônimo de
 tudo que é ruim.

 A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos
 atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama".
 Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de
 "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e
 julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

 De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT,
 a carga tributária brasileira deverá chegar ao final deste ano de 2010
 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção.

 Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro
 daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que
 significa que pagamos hoje literalmente "dois quintos dos infernos" de
 impostos...

 Para que? Para sustentar a corrupção? os mensaleiros? o Senado com
 sua legião de "diretores", a festa das passagens, o bacanal
 (literalmente) com o dinheiro público, as comissões e jetons, a farra
 familiar nos 3 poderes (executivo/legislativo e judiciário).

 Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do "quinto dos infernos"
 para sustentar essa corja, que nos custa (já feitas as atualizações)
 o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa.

 E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a
 metade dos impostos que pagamos atualmente!

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